Overview

A epilepsia é uma doença neurológica, causada por uma alteração do funcionamento cerebral que se carateriza por crises epiléticas recorrentes. As crises epiléticas são episódios de descarga anormal e excessiva de células nervosas cerebrais, que afetam temporariamente a forma como a pessoa se comporta, move, pensa ou sente.

Existem dois tipos principais de crises epiléticas:

  • Crise epilética generalizada primária, que envolve todo o cérebro e provoca perturbação do estado de consciência;

  • Crise epilética focal ou parcial, que começa numa área cerebral, afetando apenas uma parte do cérebro. No entanto, uma crise parcial pode transformar-se numa crise epilética generalizada.

Na maior parte dos casos de epilepsia desconhecem-se as causas. No entanto, as causas mais frequentes são lesões cerebrais antes ou depois do nascimento (por exemplo traumatismo), tumores cerebrais, infeções como a meningite ou encefalite, doenças genéticas e malformações do cérebro.

Prevalência

Em Portugal estima-se que existam entre de 4 a 7 mil doentes epiléticos. (1)

Sinais e sintomas
  • Perdas de conhecimento, inconsciência, desmaio;

  • Movimentos involuntários e repetitivos;

  • Alterações na fala;

  • Alterações de visão (por exemplo: ver pontos brilhantes);

  • Rigidez muscular;

  • Quedas por perda da força muscular.

Durante as crises em que ocorre perda de conhecimento, os doentes poderão ter movimentos convulsivos, morder a língua, urinar e/ou defecar.

O que fazer perante uma crise epilética?

Se testemunhar uma crise convulsiva generalizada, com queda e abalos musculares generalizados:

1. Permaneça calmo e vá controlando a duração da crise, olhando periodicamente para o relógio

2. Coloque uma toalha ou um casaco dobrado debaixo da cabeça da pessoa

3. Quando as convulsões pararem coloque a pessoa na posição lateral de segurança

4. Permaneça com a pessoa até que recupere os sentidos e respire normalmente

5. Se a crise durar mais do que 5 minutos, chame uma ambulância

Não introduza qualquer objeto na boca do doente, nem tente puxar a língua (a teoria de que as pessoas podem "enrolar a língua" e asfixiar não tem fundamento)

Não force a pessoa a ficar quieta, nem lhe dê de beber.

Tratamento

O tratamento pretende controlar a ocorrência de crises causando o mínimo de efeitos desagradáveis, o que é conseguido na maioria dos doentes. É importante que a terapêutica seja seguida conforme prescrição médica.

Todas as mulheres em idade fértil (com possibilidade de engravidar) deverão receber aconselhamento médico especializado antes de iniciar qualquer tratamento com antiepiléticos,  devido ao aumento de risco de malformações congénitas.

Contudo, o risco para o filho de um doente com epilepsia vir a ter a doença é semelhante ao da população em geral, desde que o outro progenitor não tenha também história de epilepsia na família direta.

(1) – www.epilepsia.pt, consultado a 22-07-2013