Overview

A esquizofrenia é uma doença mental, crónica e grave, que se carateriza pela perda de contacto com a realidade. É um quadro complexo que envolve sintomas muito típicos e que leva o doente a confundir a fantasia com a realidade. Muitos destes doentes conseguem manter-se funcionais e adaptados, sem que a esquizofrenia interfira com as suas atividades diárias.

O tratamento ajuda aliviar a maioria dos sintomas da esquizofrenia mas tendencialmente muitos destes doentes sofrem de problemas de inadaptação e isolamento social.

Apesar de atingir ambos os sexos, a esquizofrenia manifesta-se geralmente de uma forma mais precoce nos homens (entre os 15 e os 25  anos) e de uma forma mais tardia nas mulheres (entre os 25 e os 35 anos). 

Prevalência

A Organização Mundial de Saúde estima que o número de pessoas, em todo o mundo, com esquizofrenia seja cerca de 26 milhões.(1) Segundo o Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina do Porto, a prevalência da esquizofrenia em Portugal está estimada entre 0.6% e 1% da população sendo uma das doenças com maior prevalência no país.

Sinais e sintomas

Os sintomas são variáveis entre indivíduos e conforme a fase da doença. Podem ser de dois tipos, sintomas psicóticos positivos ou negativos.

Sintomas psicóticos positivos:

  • Alterações de pensamento, normalmente detetadas através de alterações na linguagem verbal ou escrita, que não tem nexo, transformando-se num discurso vago sem conteúdo;

  • Delírios, falsas crenças de natureza bizarra. Os doentes têm a perceção que são outra pessoa, que estão a ser perseguidos ou que são vítimas de conspiração;

  • Alucinações, perceções sensoriais que de facto não existem. Os doentes tendem a ver, ouvir, saborear ou sentir experiências irreais. A audição de vozes e as sensações físicas são as mais comuns;

  • Distúrbios no comportamento motor. Adoção por um longo período de tempo de posições bizarras, repetidas, sem aparente perceção da realidade envolvente.

Sintomas psicóticos negativos

Este tipo de sintomas surge, geralmente, numa segunda fase, na qual os doentes perdem a iniciativa e interesse, originando:

  • Pobreza de pensamento e do discurso;

  • Isolamento social;

  • Ausência de resposta emocional;

  • Ausência de iniciativa ou vontade;

  • Dificuldade de concentração.

Tratamento

Quando usados de acordo com o indicado pelo médico psiquiatra, os medicamentos para a esquizofrenia podem ajudar a reduzir e a controlar os sintomas.

Os medicamentos antipsicóticos não criam dependência e por isso, a terapêutica não deve ser descontinuada apenas porque o doente sente melhorias nos sintomas. É muito importante que os doentes mantenham o tratamento durante o tempo que o médico indicou.

(1) World Health Organisation. The global burden of disease. Atualização de 2004. Consultado 14/06/2013